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Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos
Roubaram dos meus sentidos
A gaivota que tu és.

Gaivota de asas paradas
Que não sente as madrugadas
E acorda à noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas,
Pois na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste,
Meu amor, como demoras.

Vasco de Lima Couto
Disse-te adeus e morri   E o cais vazio de ti   Aceitou novas marés.   Gritos de búzios perdidos   Roubaram dos meus sentidos   A gaivota que tu és.      Gaivota de asas paradas   Que não sente as madrugadas   E acorda à noite a chorar.   Gaivota que faz o ninho   Porque perdeu o caminho   Onde aprendeu a sonhar.      Preso no ventre do mar   O meu triste respirar   Sofre a invenção das horas,   Pois na ausência que deixaste,   Meu amor, como ficaste,   Meu amor, como demoras.      Vasco de Lima Couto
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