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Eu bebi, sem cerimónia o chá
à sombra uma banheira decorada,
num lago de jambu

e dormi, como uma pedra que mata
senti as nossas vidas separadas,
aquario de ostras cru

Refrão:
Ana lee, ana lee
meu lótus azul,
ópio do povo,
jaguar perfumado,
tigre de papel

Ana lee, ana lee
no lótus azul,
nada de novo
poente queimado,
triângulo dourado.

se ela se põe de vestidinha,
parece logo uma princezinha,
num trono de jasmim.

e ao vir-me,
embora em verde tónico,
no país onde fumam as cigarras,
deixei-a a sonhar por mim.
Eu bebi, sem cerimónia o chá   à sombra uma banheira decorada,   num lago de jambu      e dormi, como uma pedra que mata   senti as nossas vidas separadas,   aquario de ostras cru      Refrão:   Ana lee, ana lee   meu lótus azul,   ópio do povo,   jaguar perfumado,   tigre de papel      Ana lee, ana lee   no lótus azul,   nada de novo   poente queimado,   triângulo dourado.      se ela se põe de vestidinha,   parece logo uma princezinha,   num trono de jasmim.      e ao vir-me,   embora em verde tónico,   no país onde fumam as cigarras,   deixei-a a sonhar por mim.
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